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 Eu sempre guardei nas palavras meus esconderijos. * Quando brincava de pega-esconde na infância, nunca queria pegar alguém. Era de noite e depois do jantar. Era péssima correndo. Nunca conseguia fugir. Minhas pernas eram gordinhas e lentas. As meninas rápidas sabiam e me escolhiam antes das outras. Então um dia, resolvi me jogar no chão da grama do sítio. E a partir de então foi assim. Ficava bem rente, bem sem medo. Era meu um esconderijo. Não sentia medo, porque em brincadeiras nada de mal acontece. Acho que se andasse normalmente pela noite estaria cheia de pensamentos dos 9 anos. Mas ali eu ficava. Quieta. Era a última a ser encontrada. Mimetizada, respirando com a terra, sentindo-me livre e parte da noite. O menino que eu gostava, uma vez, tambem fugindo, me pisou. Eu achei engraçado ele tropeçar e eu ser a Terra e noturna. Depois eu tinha que tentar salvar todo mundo. Saia. Ia deslizando nas beiras e quando chegava na casinha de boneca, pumba! Lá vinham as meninas gazelas. E...

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